LiteraturaJoão Cabral: 'Tecendo a manhã'Nível 2
O poema "Tecendo a manhã", de João Cabral de Melo Neto, publicado em "A educação pela pedra" (1966), começa com o verso "Um galo sozinho não tece uma manhã". Em seguida, o poema mostra cada galo apanhando o grito de outro e lançando-o a outro galo, até que os gritos, entrelaçados, formam uma tela, um toldo, que é a própria manhã.
No poema, a escolha do verbo "tecer" e a imagem dos gritos entrelaçados sugerem
Aa solidão do poeta, incapaz de se comunicar com os outros e de ser ouvido por eles.
Ba construção coletiva, em que a soma de ações individuais forma algo maior que cada uma.✓ correta
Ca passagem do tempo, que leva o eu lírico a lamentar a infância vivida no engenho.
Da natureza idealizada, cenário de fuga da realidade típico da poesia romântica.
Ea rivalidade entre os galos, que disputam qual deles cantará primeiro ao amanhecer.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa correta é a B. 'Tecer' é juntar fios para formar um tecido; no poema, os gritos dos galos são esses fios, e só juntos eles fazem a manhã existir. Por isso se costuma ler o texto como imagem do trabalho coletivo. A A pega só o primeiro verso e ignora que o poema mostra justamente a superação do 'galo sozinho'.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.