LiteraturaIntertextualidade: paródia da 'Canção do exílio'Nível 3
Texto I
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá"
(DIAS, G. Canção do exílio, 1843.)
Texto II
"Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza."
(MENDES, M. Canção do exílio. In: Poemas, 1930.)
Na retomada do poema romântico, o Texto II
Areafirma o nacionalismo ufanista do Texto I, exaltando as riquezas naturais exclusivas do Brasil.
Bimita o Texto I com fidelidade, apenas atualizando a métrica para o padrão parnasiano.
Cparodia o Texto I e, com ironia, sugere um país marcado pela importação de modelos estrangeiros.✓ correta
Dcritica a natureza brasileira por ser inferior à europeia e defende a mudança para Veneza.
Eabandona qualquer relação com o Texto I, criando imagens surrealistas sem referência anterior.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: Murilo Mendes mantém a estrutura do poema de Gonçalves Dias, mas troca as palmeiras e o sabiá por elementos estrangeiros, numa paródia que critica com ironia um Brasil que copia o que vem de fora. A alternativa A lê o texto de forma literal e não percebe a ironia. A E ignora a intertextualidade evidente.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.