LiteraturaCarlos Drummond de Andrade: 'A rosa do povo' e poesia socialNível 3
Em "A flor e a náusea", do livro A rosa do povo (1945), de Carlos Drummond de Andrade, o eu lírico caminha por uma cidade cinzenta, sente-se preso à sua classe e às suas roupas e experimenta uma náusea diante de um tempo marcado pelo medo e pela mentira. De repente, anuncia: "Uma flor nasceu na rua!". A flor é feia, sem cor definida, mas rompe o asfalto e o tédio.
Relacionando o poema ao contexto do fim do Estado Novo e da Segunda Guerra, a imagem da flor pode ser lida como
Asímbolo da natureza intocada, que o poeta opõe à cidade para defender a volta à vida no campo.
Bobjeto de beleza perfeita, descrito com precisão para afirmar o ideal da arte pela arte.
Cimagem onírica gratuita, sem relação com a realidade, típica da escrita automática surrealista.
Dsinal frágil de esperança e de resistência, que surge em meio a um tempo de opressão e desencanto.✓ correta
Emetáfora do amor romântico, pois a flor representa a mulher amada que o poeta encontra na rua.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: a flor é feia e frágil, mas fura o asfalto, e por isso simboliza a esperança que nasce mesmo num tempo de náusea, guerra e autoritarismo. A rosa do povo é o ponto alto da poesia participante de Drummond. A alternativa B erra porque a flor é justamente imperfeita, o oposto do ideal parnasiano.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.