LiteraturaManuel Bandeira na 1ª fase: 'Os sapos' e a crítica ao ParnasianismoNível 2
O poema 'Os sapos', de Manuel Bandeira, escrito em 1918 e publicado em 'Carnaval' (1919), foi lido por Ronald de Carvalho na Semana de 1922, sob vaias. Nele, vários sapos coaxam no brejo. O mais vaidoso, o sapo-tanoeiro, gaba-se de cuidar com rigor da forma, de evitar rimas fáceis e de seguir à risca as regras da métrica. Enquanto isso, longe da gritaria, um sapo solitário chora sem se misturar ao coro.
Por meio dessa situação, o poema satiriza
Ao Parnasianismo, cujo culto à forma e às regras é ridicularizado na figura do sapo-tanoeiro.✓ correta
Bo Romantismo, cuja idealização amorosa é parodiada no coaxar dos sapos.
Co Futurismo, cujo culto à velocidade é ironizado pelo ritmo lento dos versos.
Do Regionalismo, cuja fala caipira é imitada pelos sapos do brejo.
Eo próprio Modernismo, cujo verso livre é ridicularizado pelo autor.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa correta é a A. O sapo que se orgulha de rimas raras e de métrica perfeita é uma caricatura do poeta parnasiano, e por isso o poema virou símbolo da luta modernista contra o formalismo. A alternativa E é um erro comum: Bandeira usa a sátira para defender a renovação, e não para atacá-la.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.