LiteraturaAntecedentes da Semana: exposição de Anita Malfatti e a crítica de LobatoNível 2
Em dezembro de 1917, Anita Malfatti fez em São Paulo uma exposição com telas de cores fortes e traços deformados, como um retrato de homem de rosto amarelado e expressão inquieta, sem preocupação com a cópia fiel da realidade. Monteiro Lobato publicou então o artigo 'Paranoia ou mistificação?', do qual se lê o fragmento:
“Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que veem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura, guardando os eternos ritmos da vida [...]. A outra espécie é formada pelos que veem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva.”
No fragmento, Lobato
Aapoia a renovação de Anita, vendo nela o início de uma arte de fato nacional.
Bcritica Anita por ser parnasiana demais e presa à cópia fiel da natureza.
Cdefende a arte ligada à tradição e trata as vanguardas como desvio, comparando-as a “furúnculos”.✓ correta
Dadota posição neutra, limitando-se a descrever as telas expostas sem julgá-las.
Eelogia as escolas rebeldes por respeitarem os “eternos ritmos da vida”.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa correta é a C. Lobato divide os artistas entre os que veem “normalmente” e os que veem “anormalmente”, e chama as escolas de vanguarda de “furúnculos da cultura excessiva”, deixando clara sua rejeição. A alternativa E inverte o texto: os “eternos ritmos da vida” são atribuídos aos artistas tradicionais. Essa crítica é vista como um dos antecedentes da Semana de 1922.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.