LiteraturaLima Barreto: crítica à RepúblicaNível 3
Na parte final de 'Triste fim de Policarpo Quaresma' (1915), de Lima Barreto, o protagonista apoia o governo de Floriano Peixoto durante a Revolta da Armada. Depois, ao protestar contra a execução de prisioneiros, é preso como traidor. Na prisão, ele reflete:
“A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete.”
Relacionando o fragmento ao contexto histórico, conclui-se que o romance
Amostra a vitória do projeto nacionalista de Quaresma, reconhecido pelo governo após a revolta.
Batribui à monarquia a culpa por impedir a realização do ideal patriótico do protagonista.
Cexpõe, pela desilusão do herói, o autoritarismo da jovem República e o abismo entre o país sonhado e o real.✓ correta
Ddefende o Positivismo republicano como solução para os problemas políticos e agrícolas do país.
Ecelebra a modernização urbana do Rio de Janeiro promovida pelos governos da República Velha.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa correta é a C. Quaresma acredita no governo de Floriano e acaba punido por defender a justiça; por isso percebe que a pátria idealizada era um “fantasma”. O romance usa essa queda para criticar a violência e o autoritarismo da República recém-instalada. A alternativa B erra o alvo: a crítica de Lima Barreto se dirige à República, e não à monarquia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.