PortuguêsLiteratura marginal e periféricaNível 1
Aqui a rua não tem nome de doutor,
tem nome de quem chegou primeiro
e levantou a casa no braço.
Aqui o sarau acontece no bar,
entre a sinuca e o pastel,
e o microfone passa de mão em mão
como quem passa um prato de comida.
Ninguém fala por nós:
a gente escreve o próprio mapa
com a caneta que sobrou da escola.
Poema elaborado para fins didáticos, à maneira da literatura periférica.
O poema apresenta uma característica central da literatura marginal e periférica contemporânea, que é a
Aafirmação do território e da autoria coletiva de quem vive na periferia.✓ correta
Bidealização da vida no campo como refúgio contra os problemas urbanos.
Cdefesa da norma literária clássica como único padrão de valor estético.
Ddescrição distanciada da periferia, feita por um narrador de fora dela.
Ebusca da arte pela arte, sem nenhuma relação com o contexto social.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa correta é a A. O eu lírico fala de dentro do bairro ("Aqui"), valoriza quem construiu o lugar e mostra o sarau como espaço coletivo, em que "o microfone passa de mão em mão". O verso "Ninguém fala por nós" resume a ideia de que a periferia é autora da própria história. A alternativa D contradiz o texto, cuja voz é de quem vive ali.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.