PortuguêsVozes negras contemporâneas: Conceição Evaristo e Carolina Maria de JesusNível 2
A escritora Conceição Evaristo cunhou o termo "escrevivência" para nomear uma escrita que nasce da vivência, em especial da experiência de mulheres negras no Brasil. Ao explicar o conceito, ela costuma lembrar as mulheres escravizadas que contavam histórias para fazer dormir os filhos da casa-grande: a escrevivência, ao contrário, não quer adormecer ninguém, mas despertar e incomodar. Nessa escrita, a memória de uma pessoa se mistura à de muitas outras, e o "eu" que narra carrega uma história coletiva. Muitos leitores veem em Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de despejo (1960), diário escrito na favela do Canindé, em São Paulo, uma precursora dessa voz.
Texto elaborado para fins didáticos.
De acordo com o texto, a escrevivência se caracteriza por
Auma escrita impessoal, que evita as marcas da experiência de quem escreve.
Buma narrativa de entretenimento, destinada a acalmar o leitor privilegiado.
Cum registro estritamente individual, sem dimensão coletiva ou histórica.
Duma escrita enraizada na vivência, que converte a memória pessoal em voz coletiva.✓ correta
Euma imitação dos modelos europeus, feita para obter reconhecimento acadêmico.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa correta é a D. O texto explica que a escrevivência parte da experiência vivida e que o "eu" que narra carrega a memória de muitas outras pessoas. A alternativa B inverte a imagem usada pela autora: a escrevivência não quer adormecer, quer incomodar. A C reduz o conceito, porque ignora justamente a dimensão coletiva.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.