PortuguêsSegunda geração modernista: Vinicius de MoraesNível 1
Na segunda geração modernista, Vinicius de Moraes retomou formas que a geração de 1922 havia combatido, como o soneto. No "Soneto de fidelidade", ele mantém os catorze versos e as rimas, mas trata o amor de um modo diferente da tradição que o idealizava como eterno. O poema termina com os versos: "Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure". Nesse contexto, a expressão "posto que" tem o sentido de "já que".
Texto elaborado para fins didáticos.
Os versos finais citados expressam uma concepção de amor
Aeterno e imutável, que sobrevive até mesmo à morte dos amantes.
Bproibido e culpado, que precisa ser escondido da sociedade.
Cplatônico e distante, vivido apenas na imaginação do eu lírico.
Dindiferente e frio, incapaz de despertar emoções intensas.
Eintenso e passageiro, vivido com plenitude enquanto existe.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa correta é a E. O amor não é imortal, porque é "chama" e pode se apagar, mas deve ser "infinito enquanto dure", ou seja, vivido com intensidade total. O paradoxo entre finito e infinito é o centro do poema. A alternativa A é o erro mais comum: ela descreve a visão tradicional que o soneto justamente relativiza.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.