PortuguêsSegunda geração modernista: Carlos Drummond de AndradeNível 1
Quando o poema "No meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade, saiu na Revista de Antropofagia, em 1928, muitos leitores reagiram com espanto e zombaria. O texto se constrói quase todo com a repetição de versos como "tinha uma pedra no meio do caminho", retomados em diferentes posições, e com o uso coloquial do verbo "ter" no sentido de "haver". Para uns, aquilo era prova de pobreza poética; para outros, a insistência da frase imitava exatamente aquilo de que o poema falava: um obstáculo que não sai da frente e fica para sempre na memória de "retinas tão fatigadas".
Texto elaborado para fins didáticos.
De acordo com o texto, a repetição no poema de Drummond
Arevela descuido do autor, que não revisou o poema antes de publicá-lo.
Bproduz um efeito expressivo, pois a forma reproduz a insistência do obstáculo.✓ correta
Csegue as regras do soneto parnasiano, que exigiam refrões obrigatórios.
Dserve para narrar uma viagem com início, meio e fim bem delimitados.
Eindica o abandono da linguagem coloquial em favor de um registro erudito.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa correta é a B. O texto explica que a repetição imita o próprio obstáculo: assim como a pedra não sai do caminho, a frase não sai do poema. A alternativa A apresenta apenas a opinião dos leitores que zombaram do poema, não a leitura que o texto valoriza. Já a E contradiz o texto, que destaca o uso coloquial de "ter" no lugar de "haver".Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.