PortuguêsPrimeira geração modernista: Manuel BandeiraNível 1
Em um dos poemas mais conhecidos de Manuel Bandeira, publicado em Libertinagem (1930), o eu lírico anuncia: "Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei". Ao longo do poema, Pasárgada aparece como um lugar onde tudo é permitido: ali ele teria a mulher que quisesse, faria ginástica, andaria de bicicleta e tomaria banhos de mar, coisas que a vida real lhe negou. O próprio poeta contou que o nome lhe veio da leitura de um autor grego, ainda na juventude, e que o poema nasceu num momento de desânimo, quando a tuberculose limitava sua vida.
Texto elaborado para fins didáticos.
Considerando o texto, Pasárgada pode ser compreendida como
Aum espaço imaginário de evasão, que compensa as limitações da vida real.✓ correta
Buma cidade histórica descrita com precisão documental pelo eu lírico.
Cuma crítica direta ao regime político vigente no Brasil dos anos 1930.
Dum lugar de castigo, para onde o eu lírico é enviado contra a vontade.
Euma metáfora da vida urbana moderna, marcada pelo trabalho nas fábricas.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa correta é a A. Pasárgada é um lugar sonhado, onde o eu lírico poderia viver tudo o que a doença e a vida real lhe impediram, o que caracteriza a evasão. O texto deixa claro que o nome vem de uma leitura e que o poema nasceu do desânimo. A alternativa C é uma extrapolação: "amigo do rei" indica privilégio e liberdade, não crítica política.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.