PortuguêsPrimeira geração modernista: Mário de Andrade e MacunaímaNível 2
"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.
Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:
— Ai! que preguiça!..."
ANDRADE, Mário de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. 1928.
O trecho de abertura revela um procedimento central da obra, que consiste em
Anarrar a trajetória de um herói exemplar, modelo de virtude para a nação.
Breproduzir fielmente um mito europeu medieval, sem marcas de brasilidade.
Cadotar uma linguagem rigorosamente lusitana, afastada da oralidade popular.
Dfundir a dicção das narrativas orais e míticas a um herói marcado pela contradição.✓ correta
Edescrever de forma científica a vida dos povos indígenas da Amazônia.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa correta é a D. O começo imita o tom das narrativas míticas e orais ("No fundo do mato-virgem nasceu..."), usa palavras populares como "sarapantar" e a grafia "Si", e apresenta um "herói" que é feio, preguiçoso e cheio de contradições. Por isso, o livro é chamado de rapsódia e seu protagonista, de herói sem nenhum caráter. A alternativa A não combina com a preguiça e a irreverência do personagem.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.