PortuguêsPré-Modernismo: Monteiro Lobato e o Jeca TatuNível 2
Em 1914, em artigos depois reunidos no livro Urupês, Monteiro Lobato criou o Jeca Tatu, caboclo do interior paulista descrito como preguiçoso, indiferente ao progresso e sempre acocorado diante da vida. O personagem se opunha ao indígena e ao sertanejo idealizados pelo Romantismo. Alguns anos depois, em contato com as campanhas sanitaristas, o escritor reviu sua posição e passou a atribuir a apatia do caboclo às doenças endêmicas, à fome e ao abandono pelo poder público. Ficou conhecida a fórmula com que resumiu a mudança: "O Jeca não é assim: está assim."
Texto elaborado para fins didáticos.
A fórmula citada no fim do texto indica que o escritor passou a
Areforçar a ideia de uma inferioridade natural e permanente do homem do campo.
Bdefender a volta à idealização romântica do caboclo como herói nacional.
Cabandonar a temática rural para se dedicar apenas à literatura infantil.
Dexplicar a condição do caboclo por fatores sociais, e não por uma essência fixa.✓ correta
Eatribuir a pobreza rural à preguiça, entendida como herança cultural indígena.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa correta é a D. A oposição entre "ser" e "estar" é a chave: "ser" indicaria algo permanente, enquanto "estar" aponta uma condição provisória, causada pela doença e pelo abandono. Assim, Lobato desloca a explicação da natureza do caboclo para as condições sociais. A alternativa A descreve justamente a visão inicial que ele revisou.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.