PortuguêsPré-Modernismo: Lima Barreto e a crítica ao ufanismoNível 1
Policarpo Quaresma, major e funcionário público no Rio de Janeiro dos primeiros anos da República, dedica a vida a um patriotismo minucioso: estuda modinhas populares, pede que o tupi seja adotado como língua oficial, tenta tornar produtiva a terra de um sítio e, por fim, apoia o governo durante a Revolta da Armada. Preso depois de protestar contra a execução de prisioneiros, ele reflete, na cela, sobre o caminho que percorreu. É nesse momento que o narrador registra: "A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete."
Texto elaborado para fins didáticos, com citação de BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. 1915.
A reflexão final de Quaresma revela, no contexto do Pré-Modernismo, uma
Acrítica ao nacionalismo ufanista, desmentido pelo confronto com a realidade do país.✓ correta
Bdefesa do patriotismo romântico, confirmado pelas conquistas do protagonista.
Cadesão ao projeto republicano, apresentado como solução para os males nacionais.
Dexaltação da vida no campo, vista como refúgio seguro contra a política urbana.
Evalorização do estudo solitário, entendido como caminho para transformar a pátria.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa correta é a A. Quaresma percebe que a pátria que idealizava era "um mito", construída nos livros, e não o Brasil real que encontrou no campo e na política. Lima Barreto usa essa desilusão para criticar o ufanismo e mostrar um Brasil não oficial. A alternativa E inverte o sentido: o "silêncio do gabinete" é justamente a origem da ilusão.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.