LiteraturaCruz e Sousa: dor e transcendênciaNível 2
Leia o quarteto.
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
SOUSA, C. Cárcere das almas. In: Últimos sonetos. 1905.
Glossário: cárcere: prisão; calabouço: prisão escura, subterrânea.
O quarteto expressa uma visão característica da poesia de Cruz e Sousa, segundo a qual
Aa alma vive aprisionada na existência terrena e anseia pela transcendência, simbolizada pelas imensidades que contempla.✓ correta
Bos presos das cadeias do século XIX viviam em condições cruéis, que o poeta denuncia.
Ca natureza deve ser descrita com precisão objetiva, como um quadro sem emoção.
Da libertação humana depende apenas do avanço da ciência e da técnica.
Eo sofrimento é passageiro e logo se transforma em alegria e esquecimento.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa correta é a A. O cárcere do poema não é uma prisão real: é a própria condição humana, que prende a alma longe do infinito que ela deseja. Pelas grades, a alma vê mares e estrelas, imagens do absoluto que busca. A alternativa B faz uma leitura ao pé da letra e perde o sentido simbólico do texto.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.