LiteraturaA Escrava Isaura: escravidão e abolicionismoNível 3
Em A Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães, a protagonista é uma mulher escravizada perseguida pelo senhor, Leôncio. O narrador insiste em descrever Isaura como moça de pele muito clara, educada, prendada e de modos refinados, e isso desperta a simpatia dos leitores. No fim, ela conquista a liberdade com a ajuda de Álvaro, um jovem abolicionista.
Ao analisar o romance hoje, muitos críticos observam que
Aa obra combate o racismo em todas as suas formas, ao dar protagonismo a personagens negras.
Bo romance defende a manutenção da escravidão, apresentando Leôncio como senhor exemplar.
Co narrador animaliza Isaura e explica seu destino pelo meio, à maneira do Naturalismo.
Da defesa da liberdade de Isaura se apoia em sua pele branca e educação refinada, o que revela limites raciais da época.✓ correta
Eo livro foi publicado depois da Lei Áurea, quando a abolição já era um fato consolidado no país.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa correta é a D. O romance critica a escravidão, mas constrói a simpatia por Isaura destacando sua aparência branca e seu comportamento de moça da elite, como se isso tornasse sua escravização mais injusta. Esse é um limite da visão abolicionista daquele tempo, que é importante reconhecer sem anacronismo. A alternativa E erra a cronologia: o livro é de 1875, e a Lei Áurea, de 1888.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.