LiteraturaCastro Alves - antítese e construção do poemaNível 2
Leia os versos que abrem “O navio negreiro”.
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
ALVES, C. O navio negreiro (1868). In: Os escravos. 1883.
Glossário: doudo: doido; vagas: ondas; turba: multidão; infantes: crianças.
Sabendo que, mais adiante, o poema descreve o sofrimento dos africanos no navio, essa abertura serena e luminosa
Amostra que o poeta aprovava a viagem e o comércio feito pelo navio.
Brevela uma poesia parnasiana, preocupada apenas com a beleza formal.
Cindica que o navio era, na verdade, um barco de passeio e de lazer.
Dprepara um contraste que torna mais chocante a cena de horror seguinte.✓ correta
Eexpressa a melancolia e o tédio pessoal típicos do mal do século.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A resposta é a D: a beleza do mar e do luar cria uma antítese com o horror que virá depois, e isso aumenta o impacto da denúncia. A C lê o trecho de forma literal, sem considerar o poema inteiro. A B confunde a descrição da natureza com o Parnasianismo, que é posterior.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.