LiteraturaCastro Alves - poesia abolicionistaNível 3
Leia a estrofe, na qual o eu lírico se dirige à bandeira brasileira hasteada num navio negreiro.
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
ALVES, C. O navio negreiro (1868). In: Os escravos. 1883.
Glossário: auriverde: verde e amarelo; pendão, estandarte: bandeira; roto: rasgado; mortalha: pano que envolve o morto.
Na estrofe, o eu lírico
Alamenta que a bandeira, símbolo da independência, acoberte o tráfico de pessoas escravizadas.✓ correta
Bexalta a bandeira com o mesmo ufanismo tranquilo da “Canção do exílio”.
Ccelebra a vitória do Brasil numa guerra travada contra os povos africanos.
Dpropõe substituir a bandeira imperial por uma bandeira republicana.
Elamenta que a bandeira tenha sido rasgada numa batalha perdida pelo Brasil.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: depois de elogiar a bandeira, o eu lírico diz que preferia vê-la rasgada na guerra da independência a vê-la servir de 'mortalha' a um povo. A E lê ao pé da letra o verso 'Antes te houvessem roto': trata-se de um desejo, não de um fato. A B ignora a virada crítica dos dois últimos versos.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.