LiteraturaByronismo, tédio e morteNível 1
Leia a estrofe.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
— Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
AZEVEDO, Á. Lembrança de morrer. In: Lira dos vinte anos. 1853.
Glossário: poento: empoeirado; caminheiro: viajante a pé; dobre: toque do sino; sineiro: quem toca o sino.
As comparações da estrofe expressam
Aa alegria de quem parte em viagem em busca de novas aventuras.
Ba revolta contra a escravidão, que transformava a vida em pesadelo.
Co medo da morte e o desejo de continuar vivendo a qualquer custo.
Da exaltação da natureza brasileira como espelho da pátria.
Eo tédio e o cansaço de viver, que fazem da morte um alívio.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: deixar a vida é comparado a sair de um deserto cansativo ou acordar de um pesadelo, ou seja, a morte é vista como descanso. Esse é o 'mal do século', com o tédio e o pessimismo do byronismo. A C inverte o sentido das comparações.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.