LiteraturaÁlvares de Azevedo - morte e mal do séculoNível 2
Leia duas estrofes do poema.
Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!
Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!
AZEVEDO, Á. Se eu morresse amanhã. In: Lira dos vinte anos. 1853.
Glossário: porvir: futuro; afã: esforço ansioso; perdera: perderia; emudecera: se calaria.
Nessas estrofes, a morte aparece como
Acastigo divino pelos erros que o eu lírico cometeu na juventude.
Bperda das glórias sonhadas e, ao mesmo tempo, alívio para a dor de viver.✓ correta
Cameaça distante, que não desperta nenhuma emoção no eu lírico.
Dconsequência de uma luta heroica travada em defesa da pátria.
Etema tratado com ironia, para ridicularizar os poetas sentimentais.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: na primeira estrofe, morrer seria perder as 'coroas' da glória; na segunda, seria calar a 'dor da vida'. Essa ambivalência é típica do ultrarromantismo. A E erra porque o tom do poema é sério e melancólico, não irônico.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.