ArteArte indígena brasileira: plumária e o papel dos museusNível 3
Um manto feito pelos Tupinambá com penas vermelhas de guará foi levado para a Europa no período colonial e passou séculos no Museu Nacional da Dinamarca, em Copenhague. Em 2024, ele foi devolvido ao Brasil e recebido pelo Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Lideranças Tupinambá participaram do processo. Para elas, o manto não é apenas uma peça de museu: é considerado um ancestral, ligado à memória e à espiritualidade do povo.
O caso do manto Tupinambá evidencia que
Aos museus europeus são os únicos capazes de definir o valor de um objeto indígena.
Bo manto perdeu valor cultural por ter ficado séculos longe do território brasileiro.
Cdiferentes povos e instituições disputam o sentido e o lugar de um mesmo objeto.✓ correta
Da plumária indígena só passou a existir depois de exposta em museus.
Ea devolução encerrou o interesse dos Tupinambá pela prática da plumária.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa correta é a C. O mesmo manto pode ser visto como peça de coleção por um museu e como ancestral por um povo indígena. Essas visões diferentes geram debates sobre quem tem o direito de guardá-lo e interpretá-lo. As alternativas A e D supõem que só o museu dá valor ao objeto, e é exatamente essa ideia que o caso coloca em discussão.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.