LiteraturaGregório de Matos: sátira e crítica à exploração colonialNível 3
Leia os versos de Gregório de Matos.
Triste Bahia! ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mi abundante.
A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio e tanto negociante.
Glossário: dessemelhante: diferente; empenhado: endividado; máquina mercante: navios de comércio; barra: entrada do porto.
Considerando que a riqueza do açúcar baiano era drenada pelo comércio com a metrópole, conclui-se que o eu lírico
Aatribui seu empobrecimento e o da cidade ao comércio que chega pelo porto e explora a Bahia.✓ correta
Bcelebra o progresso trazido pelos navios, que tornaram a Bahia mais rica e moderna.
Cculpa a natureza e as secas prolongadas pela decadência econômica da cidade.
Ddecide abandonar a cidade para buscar uma vida simples e tranquila no campo.
Elamenta um amor perdido, usando a cidade apenas como imagem da mulher amada.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa correta é a A. O eu lírico compara o seu destino ao da Bahia, os dois antes ricos e agora pobres, e aponta a 'máquina mercante' que entra pelo porto como responsável. Isso se liga ao contexto colonial, em que o comércio com a metrópole levava a riqueza embora. A alternativa B inverte o sentido, porque os navios são vistos como causa da ruína.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.