LiteraturaCantiga de amigo: paralelismo e refrãoNível 2
Leia os versos iniciais de uma cantiga de amigo de D. Dinis, em ortografia atualizada.
Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
Ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
Ai Deus, e u é?
(pino: pinheiro; sabedes: sabeis; u: onde)
A troca de “pino” por “ramo” e de “amigo” por “amado”, com a repetição do verso “Ai Deus, e u é?”, exemplifica
Aa medida nova, com versos decassílabos organizados em forma de soneto.
Ba antítese, que aproxima ideias opostas para mostrar a contradição do amor.
Co duplo sentido das palavras, típico da crítica indireta das cantigas de escárnio.
Da rima rica, que combina palavras de classes gramaticais diferentes.
Eo paralelismo, com pequena variação entre as estrofes, e o refrão, que reforça a aflição da moça.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa correta é a E. A segunda estrofe repete a primeira mudando apenas algumas palavras de sentido parecido, o que se chama paralelismo, e o verso que volta ao fim de cada estrofe é o refrão. Esses recursos facilitavam a memorização e o canto. A antítese, citada na alternativa B, é um recurso típico da lírica de Camões, e não aparece aqui.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.