PortuguêsArcadismo: Tomás Antônio Gonzaga e o pseudônimo pastorilNível 2
Leia os versos de uma lira de Marília de Dirceu (1792), de Tomás Antônio Gonzaga, com grafia atualizada.
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
que viva de guardar alheio gado;
de tosco trato, de expressões grosseiro,
dos frios gelos e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto;
dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
das brancas ovelhinhas tiro o leite,
e mais as finas lãs, de que me visto.
(alheio: de outra pessoa; tosco trato: modos rudes; casal: pequena propriedade rural; assisto: moro)
Nesses versos, Dirceu, pseudônimo pastoril do poeta,
Alamenta viver na pobreza, sem ter nada a oferecer a Marília.
Bcritica a vida no campo e revela o desejo de morar na cidade.
Capresenta-se como pastor de vida farta e simples, digno de Marília.✓ correta
Dconfessa ser um vaqueiro rude que trabalha para outro dono.
Erevela uma visão trágica do amor, marcada pela culpa religiosa.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa correta é a C. Dirceu se distingue de um vaqueiro rude e mostra que tem sua própria terra, que lhe dá vinho, frutas, leite e lã: uma vida simples, mas confortável, que o torna um bom pretendente. A alternativa D é um erro de leitura comum, pois o eu lírico diz justamente que não é esse vaqueiro. A visão de culpa religiosa, na alternativa E, é mais típica do Barroco.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.