PortuguêsClassicismo: Os Lusíadas, episódio do Velho do ResteloNível 3
No Canto IV de Os Lusíadas, de Camões, quando as naus de Vasco da Gama partem de Lisboa rumo às Índias, um velho de aspecto respeitável, na praia do Restelo, ergue a voz:
Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
desta vaidade a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
com uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
que crueldades neles experimentas!
(fraudulento: enganoso; atiça: acende; aura popular: aplauso do povo; peito vão: coração vaidoso)
Considerando que Os Lusíadas exaltam as Grandes Navegações, a fala do Velho do Restelo
Areforça o elogio às conquistas, tratando a fama como recompensa justa.
Brevela que o poema, em seu conjunto, condena as Grandes Navegações.
Cdescreve com objetividade os problemas técnicos dos navios da época.
Dfunciona como uma cantiga de amigo inserida no poema épico.
Eintroduz uma voz crítica que aponta a cobiça e o custo humano da expansão.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa correta é a E. Em meio a uma epopeia que celebra os navegadores, o Velho do Restelo denuncia a cobiça e a vaidade e lembra as mortes e os perigos da aventura marítima. A alternativa B é uma extrapolação: a crítica é uma voz dissonante dentro da obra, mas o poema como um todo continua exaltando os feitos portugueses.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.