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A luz do sótão
O casarão no fim da Rua das Acácias estava vazio havia vinte anos. Pelo menos, era o que todos diziam. Mesmo assim, toda sexta-feira, uma luz fraca acendia na janela do sótão, exatamente às nove da noite.
Bruno e Marina resolveram investigar. Levaram lanterna, um caderno de anotações e muita coragem — ou quase isso. O portão rangeu: nhééém. O vento sacudia as folhas secas do jardim, que estalavam sob os tênis dos dois.
Marina sentia o coração bater na garganta. Cada sombra parecia um vulto; cada estalo, um passo. Bruno fingia calma, mas apertava a lanterna com tanta força que os dedos ficaram brancos.
Quando chegaram ao sótão, encontraram apenas um velho relógio de parede e uma luminária ligada a um timer. Ao lado, um bilhete amarelado dizia: "Para que a casa nunca pareça abandonada."
Os dois se olharam e, pela primeira vez naquela noite, riram.
(Texto escrito especialmente para este banco de questões.)
Em "O portão rangeu: nhééém", a palavra "nhééém" é uma onomatopeia. Seu efeito no texto é: