Leia o conto.
O caderno azul
Toda manhã, Lívia chegava cedo à escola e sentava no último banco do pátio para desenhar no seu caderno azul. Numa segunda-feira chuvosa, porém, o caderno sumiu da mochila. Ela procurou na sala, na biblioteca e até na cantina, sem sucesso. Passou o dia calada, com um aperto no peito.
Na hora da saída, Caio, um colega novo que quase não falava com ninguém, aproximou-se tímido.
— Achei isto embaixo da arquibancada da quadra — disse, estendendo o caderno.
Lívia abriu as páginas com pressa. Tudo estava lá. Na última folha, porém, havia um desenho novo: um dragão de asas abertas, feito a lápis.
— Desculpa... eu não resisti — murmurou Caio.
Lívia sorriu pela primeira vez naquele dia. No dia seguinte, o último banco do pátio tinha dois desenhistas.
(Texto escrito especialmente para este banco de questões.)
O fato que provoca o conflito da narrativa, tirando Lívia de sua rotina, é: